segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Poema
E eu ainda fico a lhe esperar
Aqui, sentada no mesmo lugar
Continuo sozinha, sorrindo ao imaginar
O reencontro de seus lábios nos meus
Sem nada para nos separar
Nem motivos meus, nem motivos seus.
Preciso de algo para me destrair
Conhecer gente nova e sair,
Ter você ao meu lado sem fugir
Porque não posso te perder outra vez.
Você fez em mim surgir
Algo que tira minha lucidez.
Quero pegar em sua mão
Poder tocar seu coração
Sentir sua paixão
Dizem que o amor é cego
Porém, afirmo que não
Eu te amo, não nego.
Os estilos de épocas: Pré-Modernismo e Modernismo
- PRÉ-MODERNISMO
O Pré-Modernismo é um termo que designa somente as produções literárias que foram realizadas nos primeiros vinte anos do século XXI. A produção dessa época foi bastante variada, mas refletiu a permanência de valores estético-ideológicos do século XIX, estes valores, se misturaram com renovadores, que se espelhavam na situação social e nacional do país.
Este estilo de época não é considerado definido, entretanto há pontos em comum entre as obras deste período, são elas:
- Está presente o regionalismo;
- São obras inovadoras que rompem com o passado;
- Tipos humanos marginalizados: o sertanejo nordestino e os mulatos;
- Ligação com a realidade política, econômica e social;
- Está mais próximo da realidade e da ficção;
- Fala da realidade brasileira: o Brasil é visto pelo sertão nordestino e pelos subúrbios.
Os principais autores do Pré-Modernismo foram: Euclides da Cunha, Augusto dos Anjos, Lima Barreto, Graça Aranha e Monteiro Lobato.
- MODERNISMO
O Modernismo pode ser dividido em duas fases segundo alguns estudiosos:
1ª Fase: São afirmados os pressupostos de movimento;
2ª Fase: Concretização do projeto modernista com tendência social.
Na primeira fase, o movimento modernista foi mais radical por conta da consequência da necessidade de definições e do rompimento das estruturas do passado. Por causa disso surgiu o caráter anárquico do período com seu forte sentido destruidor. Além disso, há uma tentativa de representar a história e a literatura brasileira na procura pelo moderno.
O Cubismo, o Futurismo, o Dadaísmo e o Surrealismo se manifestam no modernismo.
Alguns autores consideram que o modernismo é na verdade, um complexo de estilos de época que apresentam alguns pontos coincidentes.
As principais caracteristicas do período moderno são:
- Hermetismo;
- Concepção lúcida da arte;
- Exploração do inconciente;
- Presença da filosofia bergsoniana (o começo nasce da percepção intuitiva, segundo Henry Bergson);
- Verso livre;
- Figuração mística e alegórica.
Os principais autores da primeira fase do modernismo foram: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira e Antonio de Alcântra Machado.
Os principais autores da segunda fase do modernismo foram: Murilo Mendes, Jorge de Lima, Cecília Meireles, Carlos Drummond De Andrade, Vinícius de Moraes, Raquel de Queiroz, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Jorge Amado e Érico Veríssimo.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Revolução Francesa
A Revolução Francesa foi um movimento social e político ocorrido na França, no final do século XVIII que teve por objetivo principal derrubar o Antigo Regime e instaurar um Estado democrático que representasse e assegurasse os direitos de todos os cidadãos.
A sociedade francesa antes da Revolução era moldada na sociedade do Antigo Regime. Economicamente predominavam as práticas mercantilistas e politicamente o Estado era Absolutista (Absolutismo Monárquico). A sociedade era formada pelo Primeiro Estado – O Clero, o segundo: A Nobreza e o terceiro estado: camponeses, grande burguesia, média burguesia sans-culottes.
A maior parte da população viviam em condições miseráveis, pagando altíssimos impostos a uma elite que usufruía do luxo e da riqueza gerados pelo trabalho dos camponeses franceses e do povo.
Ao final do século XVIII a situação sócio-econômica da França era totalmente precária. Tentando resolver a situação dos problemas, o Rei foi pressionado a convocar a Assembleia dos Estados Gerais que ajudaria a obrigar o povo a assumir os tributos. Esta atitude prejudicou os interesses da nobreza, que não tinham consciência do poder do povo, este, beneficiado por meio da eleição dos deputados que ocorreram em um momento favorável aos interesses do terceiro estado.
Em maio do ano de 1789, após a reunião da Assembleia no Palácio de Versalhes, surgiu o conflito entre os privilegiados (clero e nobreza) e o terceiro estado (o povo). O Clero e a Nobreza perceberam que o povo possuía mais deputados do que os dois primeiros estados juntos, optaram por fazer valer o voto por ordem social, e o terceiro estado por voto individual. Para que o voto individual acontecesse, seria necessário uma alteração na Constituição, mas a nobreza e o clero não concordaram. Esse impasse fez com que o terceiro estado se revoltasse e saísse dos Estados Gerais.
Formaram a Assembleia Nacional Constituinte, após saírem dos Estados Gerais.
O Rei Luís XVI tentou contornar a situação, mas o povo continuava unido, tomando conta das ruas. O slogan dos revolucionários era "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".
Em 14 de julho de 1789 os parisienses invadiram e tomaram a Bastilha (prisão) que representava o poder absoluto do rei, pois lá viviam os inimigos políticos dele. Este acontecimento ficou marcado como: "A Queda da Bastilha".
O Rei não tinha como controlar a fúria dos revolucionários e tomou algumas precauções para controlar o povo que invadia, matava e tomara os bens da nobreza: foi abolido os regimes feudais e os privilégios tributários da nobreza e do clero acabaram.
Em 26 de agosto de 1789, a Assembléia Nacional Constituinte proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
Foi concluída em 1791 a constituição feita pelos membros da Assembleia Constituinte, os principais tópicos foram:
- Igualdade jurídica entre os indivíduos;
- Fim dos privilégios do clero e nobreza;
- Liberdade de produção e de comércio (sem a interferência do estado);
- Proibição de greves;
- Liberdade de crença;
- Separação do estado da Igreja;
- Nacionalização dos bens do clero;
- Três poderes criados (Legislativo, Executivo e Judiciário).
O rei Luís XVI não aceitou o fato de ter perdido seu poder, que antes era todo concentrado em suas mãos, e então, entrou para o grupo dos contra-revolucionários, que tinham como seu objetivo principal organizar um exército que invadisse a França e restabelecesse a monarquia absoluta. Luís XVI fugiu da França, porém, foi encontrado e passou a ser mantido sobre vigilância.
Em 22 de setembro de 1792, foi proclamada a República, graças a derrota pelas tropas francesas do exército austro-prussiano, que havia invadido a França, na Batalha de Valmy.
No lugar da Assembleia Constituinte, surgiu a Convenção Nacional logo após a proclamação, que tinha como seu objetivo dar uma nova constituíção para a França.
Em janeiro de 1793, o rei Luís XVI foi condenado e mandado para a guilhotina. O homem morreu e esse fato gerou problemas como revoltas internas e uma reorganização das forças absolutistas estrangeiras. Após o acontecimento, foram criados o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário, onde condenavam pessoas para a guilhotina, que eram consideradas traidoras. Muitas pessoas não-jacobinas temiam perder suas cabeças, o que originou a Era do "Terror", ou "Grande Medo".
Em 1793, Robespierre liderou uma ditadura jacobina. Ele com tal poder, fez com que o exército francês conseguisse repelir o ataque de forças estrangeiras. E assim, conseguiu grandes realizações. Durante seu governo, vigorou a nova Constituição da República que assegurava ao povo: direito ao voto, direito de rebelião, direito ao trabalho e a subsistência, e continha uma declaração de que o objetivo do governo era o bem comum e a felicidade de todos.
Em 1794, Robespierre foi preso e condenado à guilhotina, graças aos girondinhos e o grupo da planície, que haviam se unido contra o governante quando as tensões decorrentes da ameaça estrangeira tinham diminuido. Após a morte do ex-governante, a Convenção Nacional foi controlada por representantes da alta burguesia. Essa nova convenção decidiu elaborar outra constituição para a França.
A nova constituição estabeleceu que o regime republicano seria controlado pelo Diretório. Neste período houve várias tentativas para controlar o descontentamento popular e afirmar o controle político da burguesia sobre o país. A França, então, voltou a receber ameaças das nações absolutistas vizinhas, fazendo com que a situação se agravasse.
Napoleão, provocou um golpe juntamente com a burguesia e o exército, após ganhar prestígio como militar nessa época.
Surge o 18 de Brumário, que foi o fato de Napoleão dissolver o Diretório e, estabelecer o governo chamado Consulado em novembro de 1799. Esse, portanto, foi o fim da Revolução, que havia se consolidado as conquistas da burguesia.
A sociedade francesa antes da Revolução era moldada na sociedade do Antigo Regime. Economicamente predominavam as práticas mercantilistas e politicamente o Estado era Absolutista (Absolutismo Monárquico). A sociedade era formada pelo Primeiro Estado – O Clero, o segundo: A Nobreza e o terceiro estado: camponeses, grande burguesia, média burguesia sans-culottes.
A maior parte da população viviam em condições miseráveis, pagando altíssimos impostos a uma elite que usufruía do luxo e da riqueza gerados pelo trabalho dos camponeses franceses e do povo.
Ao final do século XVIII a situação sócio-econômica da França era totalmente precária. Tentando resolver a situação dos problemas, o Rei foi pressionado a convocar a Assembleia dos Estados Gerais que ajudaria a obrigar o povo a assumir os tributos. Esta atitude prejudicou os interesses da nobreza, que não tinham consciência do poder do povo, este, beneficiado por meio da eleição dos deputados que ocorreram em um momento favorável aos interesses do terceiro estado.
Em maio do ano de 1789, após a reunião da Assembleia no Palácio de Versalhes, surgiu o conflito entre os privilegiados (clero e nobreza) e o terceiro estado (o povo). O Clero e a Nobreza perceberam que o povo possuía mais deputados do que os dois primeiros estados juntos, optaram por fazer valer o voto por ordem social, e o terceiro estado por voto individual. Para que o voto individual acontecesse, seria necessário uma alteração na Constituição, mas a nobreza e o clero não concordaram. Esse impasse fez com que o terceiro estado se revoltasse e saísse dos Estados Gerais.
Formaram a Assembleia Nacional Constituinte, após saírem dos Estados Gerais.
O Rei Luís XVI tentou contornar a situação, mas o povo continuava unido, tomando conta das ruas. O slogan dos revolucionários era "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".
Em 14 de julho de 1789 os parisienses invadiram e tomaram a Bastilha (prisão) que representava o poder absoluto do rei, pois lá viviam os inimigos políticos dele. Este acontecimento ficou marcado como: "A Queda da Bastilha".
O Rei não tinha como controlar a fúria dos revolucionários e tomou algumas precauções para controlar o povo que invadia, matava e tomara os bens da nobreza: foi abolido os regimes feudais e os privilégios tributários da nobreza e do clero acabaram.
Em 26 de agosto de 1789, a Assembléia Nacional Constituinte proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
Foi concluída em 1791 a constituição feita pelos membros da Assembleia Constituinte, os principais tópicos foram:
- Igualdade jurídica entre os indivíduos;
- Fim dos privilégios do clero e nobreza;
- Liberdade de produção e de comércio (sem a interferência do estado);
- Proibição de greves;
- Liberdade de crença;
- Separação do estado da Igreja;
- Nacionalização dos bens do clero;
- Três poderes criados (Legislativo, Executivo e Judiciário).
O rei Luís XVI não aceitou o fato de ter perdido seu poder, que antes era todo concentrado em suas mãos, e então, entrou para o grupo dos contra-revolucionários, que tinham como seu objetivo principal organizar um exército que invadisse a França e restabelecesse a monarquia absoluta. Luís XVI fugiu da França, porém, foi encontrado e passou a ser mantido sobre vigilância.
Em 22 de setembro de 1792, foi proclamada a República, graças a derrota pelas tropas francesas do exército austro-prussiano, que havia invadido a França, na Batalha de Valmy.
No lugar da Assembleia Constituinte, surgiu a Convenção Nacional logo após a proclamação, que tinha como seu objetivo dar uma nova constituíção para a França.
Em janeiro de 1793, o rei Luís XVI foi condenado e mandado para a guilhotina. O homem morreu e esse fato gerou problemas como revoltas internas e uma reorganização das forças absolutistas estrangeiras. Após o acontecimento, foram criados o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário, onde condenavam pessoas para a guilhotina, que eram consideradas traidoras. Muitas pessoas não-jacobinas temiam perder suas cabeças, o que originou a Era do "Terror", ou "Grande Medo".
Em 1793, Robespierre liderou uma ditadura jacobina. Ele com tal poder, fez com que o exército francês conseguisse repelir o ataque de forças estrangeiras. E assim, conseguiu grandes realizações. Durante seu governo, vigorou a nova Constituição da República que assegurava ao povo: direito ao voto, direito de rebelião, direito ao trabalho e a subsistência, e continha uma declaração de que o objetivo do governo era o bem comum e a felicidade de todos.
Em 1794, Robespierre foi preso e condenado à guilhotina, graças aos girondinhos e o grupo da planície, que haviam se unido contra o governante quando as tensões decorrentes da ameaça estrangeira tinham diminuido. Após a morte do ex-governante, a Convenção Nacional foi controlada por representantes da alta burguesia. Essa nova convenção decidiu elaborar outra constituição para a França.
A nova constituição estabeleceu que o regime republicano seria controlado pelo Diretório. Neste período houve várias tentativas para controlar o descontentamento popular e afirmar o controle político da burguesia sobre o país. A França, então, voltou a receber ameaças das nações absolutistas vizinhas, fazendo com que a situação se agravasse.
Napoleão, provocou um golpe juntamente com a burguesia e o exército, após ganhar prestígio como militar nessa época.
Surge o 18 de Brumário, que foi o fato de Napoleão dissolver o Diretório e, estabelecer o governo chamado Consulado em novembro de 1799. Esse, portanto, foi o fim da Revolução, que havia se consolidado as conquistas da burguesia.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Resumo da Obra "Édipo Rei"
Laio e Jocasta não conseguiam ter filhos, com isso, resolveram visitar Delfos e perguntar a Apolo se conseguiriam. Ele afirmou que sim, porém, ele nasceria com uma maldição, sob a qual mataria seu pai e se casaria com a própria mãe.
Algum tempo depois, Jocasta deu à luz ao menino, Édipo, e com receio de que a maldição pudesse se concretizar, Laio ordenou que o filho fosse abandonado ainda recém-nascido. Mas, por intervenção do destino, um pastor o encontrou e o levou para Corinto, esperando que o Rei Políbio o adotasse.
Quando adulto, Édipo ficou sabendo de suas origens e descobriu a maldição imposta sobre ele. Então fugiu para Tebas, tentando escapar de seu destino. Porém, Tebas, era sua cidade natal, onde viviam seus pais biológicos.
No caminho para a cidade, houve uma encruzilhada onde Édipo matou alguns homens e, sem saber, inclusive seu pai. Sendo assim, sem ninguém no trono, Creonte assumiu o mesmo pela ausência de Laio.
Em Tebas, existia uma esfinge, cujo mistério ninguém conseguia decifrar. Creonte prometeu o casamento de Jocasta à quem resolvesse os enigmas propostos por ela.
Édipo, ao chegar lá, consegue decifrá-la e então livra a cidade de uma peste, casando-se com Jocasta. Por fim, eles se casam e têm filhos.
Após um tempo, os tebanos são alertados, após uma consulta com o Oráculo de Delfos, sobre alguém que provoca a ira dos deuses: o assassino de Laio que ainda vivia na cidade. Para livrar a cidade do mal, Édipo amaldiçoa o assassino de seu pai.
Para descobri-lo, ele visita Tirésias e acaba descobrindo que seu destino havia se concretizado. Ele matara seu próprio pai e casara com sua mãe.
Ao saber da notícia, Jocasta, humilhada e não suportando tal vergonha dolorosa, se matou. Enquanto Édipo, ao lado do corpo de sua mãe, vazou seus próprios olhos.
Por fim, se exilou, pedindo para ficar sozinho. Creonte volta a ser o rei da cidade e vai até o Oraculo para saber o que fazer.
Algum tempo depois, Jocasta deu à luz ao menino, Édipo, e com receio de que a maldição pudesse se concretizar, Laio ordenou que o filho fosse abandonado ainda recém-nascido. Mas, por intervenção do destino, um pastor o encontrou e o levou para Corinto, esperando que o Rei Políbio o adotasse.
Quando adulto, Édipo ficou sabendo de suas origens e descobriu a maldição imposta sobre ele. Então fugiu para Tebas, tentando escapar de seu destino. Porém, Tebas, era sua cidade natal, onde viviam seus pais biológicos.
No caminho para a cidade, houve uma encruzilhada onde Édipo matou alguns homens e, sem saber, inclusive seu pai. Sendo assim, sem ninguém no trono, Creonte assumiu o mesmo pela ausência de Laio.
Em Tebas, existia uma esfinge, cujo mistério ninguém conseguia decifrar. Creonte prometeu o casamento de Jocasta à quem resolvesse os enigmas propostos por ela.
Édipo, ao chegar lá, consegue decifrá-la e então livra a cidade de uma peste, casando-se com Jocasta. Por fim, eles se casam e têm filhos.
Após um tempo, os tebanos são alertados, após uma consulta com o Oráculo de Delfos, sobre alguém que provoca a ira dos deuses: o assassino de Laio que ainda vivia na cidade. Para livrar a cidade do mal, Édipo amaldiçoa o assassino de seu pai.
Para descobri-lo, ele visita Tirésias e acaba descobrindo que seu destino havia se concretizado. Ele matara seu próprio pai e casara com sua mãe.
Ao saber da notícia, Jocasta, humilhada e não suportando tal vergonha dolorosa, se matou. Enquanto Édipo, ao lado do corpo de sua mãe, vazou seus próprios olhos.
Por fim, se exilou, pedindo para ficar sozinho. Creonte volta a ser o rei da cidade e vai até o Oraculo para saber o que fazer.
Assinar:
Postagens (Atom)


